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Técnicas de Estudos: O Guia Completo

Olá, estudantes e concurseiros!

Como sempre, bem objetivos e diretos ao ponto. Não precisamos nem dizer o quão importante é a estratégia e o planejamento para se adquirir conhecimento. Quando digo conhecimento, falo em aprender de verdade. Isso quer dizer lembrar realmente do que leu, de interpretar da forma correta o que viu, e por aí vai.

Esse artigo é ideal para você que está prestando vestibulares, concursos públicos, a prova do Enem, exames de admissão nos programas de mestrado e/ou doutorado, exame da OAB, proficiência em línguas, e etc. Acompanhe com atenção o que será apresentado aqui.

Neste artigo, vamos falar sobre:

  • Por que utilizar técnicas de estudo
  • As 8 principais técnicas de estudo, segundo os próprios estudantes e concurseiros
  • 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência
  • 7 Ferramentas e aplicativos que irão te ajudar (e muito) nos estudos

Acompanhe esse guia completo agora.

 

Por que utilizar técnicas de estudo?

Vamos começar pelo começo início. Por que devemos utilizar de técnicas de estudo para obter uma melhor performance em processos avaliativos, como é o caso das provas, dos exames, testes e vestibulares?

Incluir métodos e técnicas de estudo em seu cotidiano é algo extremamente essencial. Primeiro de tudo, entenda que o seu bem mais valioso é o tempo.

As técnicas de estudo contribuem para um melhor gerenciamento do seu tempo, afinal, você consegue realizar as suas atividades de estudo de forma mais rápida, evitando um dos seus piores inimigos: a releitura.

Ué! A releitura de alguma coisa é algo ruim? Não, meu caro. Quanto mais você ler, melhor. Entretanto, analise se você está relendo porque gostou do texto, ou pelo simples fato de não ter entendido absolutamente nada do que foi lido – e é esta releitura que devemos evitar, correto?

Mais importante do que ler dezenas de vezes um conteúdo é absorvê-lo na primeira leitura, abrindo oportunidade para que você avance para o próximo tema.

Se você leu e entendeu “de primeira”, reler mais algumas vezes não te tornará mais inteligente (normalmente). Agora, absorver diversos conteúdos na primeira leitura, isso sim te fará avançar, garantindo mais conhecimento nos assuntos que valerão para sua vida pessoal e profissional.

Por fim, administrar melhor seu tempo torna suas atividades de estudo mais rápidas, fazendo que você fique menos cansado e muito mais motivado. É muito bom sentir que seu dia foi produtivo, não é mesmo!?

Então, chega de lenga-lenga e vamos ao que interessa, que é o levantamento das principais técnicas, segundo estudantes e concurseiros, e que poderão te auxiliar em seu estudo. Continue acompanhando.

 

As 8 principais técnicas de estudo, segundo os próprios estudantes e concurseiros

1º Técnica de Estudos: a Técnica do Tomate (Pomodoro Technique)

Desenvolvida por Francesco Cirillo, no final dos anos 80, a Técnica do Tomate (“tomate” significa “pomodoro”, em italiano) é um dos métodos prediletos dos estudantes e concurseiros, afinal, ela gerencia o nosso bem mais importante (o tempo, lembra?!).

A técnica consiste na utilização de um cronômetro (no caso de Francesco, ele utilizou um cronômetro em formato de tomate – daí o nome da técnica) para dividir o trabalho em períodos de 25 minutos (um “pomodoro”, como chamado), separados por breves intervalos. A ideia aqui é dispor de pausas frequentes após a conclusão das tarefas, tornando sua rotina produtiva e evitando a procrastinação.

Passo a passo da técnica:

1. Faça uma lista com as tarefas que estão pendentes (exemplo: estudar a matéria X, continuar a leitura do livro Y, baixar e estudar o material Z).

2. Programe seu cronômetro (não precisa ser de tomate, viu?!) para 25 minutos. Vale utilizar o despertador do celular, ok?

3. Escolha uma das tarefas que você incluiu no primeiro passo, e trabalhe nela sem interrupções. Nada de facebook ou WhatsApp. Por favor, esqueça isso, se não a técnica vai para o ralo. É sério. É sério mesmo! É sério mesmo mesmo.

4. Quando o despertador tocar, faça uma pausa. A sugestão é que seja uma pausa breve, de 5 a 15 minutos, no qual você poderá levantar, fazer um exercício ou um alongamento, dar uma beliscada em alguma comida, etc.

5. Faça um risco na tarefa da lista se ela foi concluída. Se não foi concluída, você poderá voltar a trabalhar nela por mais 25 minutos (ou seja, mais um “pomodoro”). Caso concluída, passe para a próxima tarefa.

6. A cada 4 pomodoros, faça uma pausa maior (algo em torno de 30 minutos a 1 hora).

7. Repita isso todos os dias, tornando sua rotina mais produtiva. Em poucos dias, com certeza você terá orgulho do seu avanço e verá o quanto essa técnica é boa.

O bacana dessa técnica é que você poderá administrar sua rotina e, principalmente, analisá-la. Como você terá a lista em mãos, você pode anotar quantos pomodoros fez e concluiu, poderá fazer um levantamento de quanto tempo demorou, em média, para concluir uma determinada tarefa, e por aí vai.

Isso ajudará você a estimar prazos e gerenciar melhor o seu tempo.

Nosso último conselho em relação a essa regra é que, caso haja interrupções (muitas vezes é inevitável, nós sabemos), cancele aquele pomodoro (aquela tarefa de 25 minutos em andamento), resolva o seu problema (sua interrupção), e comece o cronômetro novamente.

Este é um método bem rígido. É interessante que você entenda e enxergue isso, evitando justamente essas distrações, forçando sua concentração para a realização dessas tarefas igualmente indispensáveis, tudo bem?

Ah! Os ajustes das pausas você pode adaptar à sua necessidade. Só não vale descansar por dias até o próximo pomodoro!

 

2º Técnica de Estudos: Técnica do Simulado Cronometrado

Mais uma técnica que envolve o cronômetro.

A técnica do simulado cronometrado consiste, como o próprio nome sugere, em cronometrar o tempo que você leva para realização de uma prova (ou simulado).

A intenção aqui é simular as condições reais que você enfrentará no dia deste evento.

Esta é, sem dúvidas, uma das melhores técnicas de aprendizagem que você conseguirá utilizar. Ela é imprescindível para lidar com a ansiedade, se familiarizar com a duração da prova e, por fim, aumentar suas chances de aprovação.

Há diversos sites que oferecem questões para concursos grátis. Separamos os principais (e os que oferecem os serviços de forma gratuita, claro):

  • Estratégia concursos: oferece mais de 500 mil questões de concurso totalmente gratuitas e não há limites de questões diárias.
  • Aprova Concursos: disponibiliza mais de 500 mil questões de concursos públicos e não há limite de questões grátis respondidas por dia.
  • Questão Certa: oferece aos estudantes mais de 350 mil questões de concursos. É totalmente gratuito, também.
  • QConcursos: oferece um plano gratuito quando você cria uma conta com seus dados de Facebook ou Gmail. No plano gratuito, você tem acesso a 10 questões de concursos públicos por dia.
  • Rota dos Concursos: você tem acesso a 10 questões por dia no plano gratuito. O site tem boa reputação (mais de 7 anos no mercado) e disponibiliza 3 mil novas questões semanalmente.

 

3º Técnica de Estudos: Apresentações

Uma técnica de estudos bastante utilizada, onde o usuário consegue verbalizar o que acabou de estudar, auxiliando na memorização e no desenvolvimento da habilidade de comunicação com o público.

É muito comum lhe sugerirem a fazer apresentações para o espelho ou para outras pessoas sentadas em sua frente, como se fosse seu público no dia da verdadeira apresentação. Isso traz aquela sensação de realidade um pouco maior, embora essa simulação tenha uma pequena falha para quem está prestes a defender uma tese, por exemplo: você sabe quem é sua banca examinadora, sabe que ela não está ali, e que ninguém ali te fará perguntas esmagadoras.

O conselho aqui é você aliar essa técnica com sua rotina do dia a dia, ou seja, conversar com um amigo sobre esse tema (como se fosse a apresentação, só que informal) e tentar explicar a ele da melhor forma possível, percebendo se ele realmente conseguiu entender o seu conteúdo. Se não funcionou da primeira vez, não desista! Tente por diversas vezes encontrar a forma ideal de explicar o assunto, buscando os termos “matadores” para que a mensagem saia como deveria.

Existem diversas pessoas falando coisas diferentes sobre as apresentações, mas o que todas elas entram em um consenso é que ela deve ser natural. Dessa forma, a melhor forma de encontrar a naturalidade da sua apresentação é treinando sua fala com um amigo em uma conversa impessoal, correto?

O que você está buscando, no final das contas, é a formal ideal de falar algo para que todo mundo entenda. Na sua apresentação, provavelmente haverá leigos no assunto, e que estão lá não somente por você, mas pela importância do seu tema que será apresentado.

Ah! Se previna em relação ao tempo da apresentação. Depois de “escolher as melhores formas” de explicar o seu conteúdo da apresentação para o público, se previna quanto ao tempo mínimo e máximo de palco, pois isso irá interferir em sua nota, ok?

Se você tiver o desafio de fazer uma prova oral, faça apresentações para o espelho ou para outras pessoas. Esta é uma forma de você simular as condições da prova oral, controlar sua ansiedade e desenvolver jogo de cintura para falar em público.

 

Se você quiser utilizar a técnica de apresentação apenas para verificar e analisar o seu entendimento sobre um determinado assunto, sugerimos:

  1. Grave sua apresentação do início ao fim.
  2. Divida o roteiro em sessões. Por exemplo, você pode dividir a primeira sessão com o tema (matéria, título, importância), a segunda sessão sobre o que aprendeu (os principais tópicos aprendidos, o que os principais autores abordam sobre isso) e, na terceira sessão, as considerações finais (as conclusões do que aprendeu).
  3. Revise a gravação e faça uma autoavaliação. Seja sincero com você mesmo: eu realmente aprendi, eu aprendi mais ou menos, ou eu não aprendi foi nada!

 

Adapte esse passo a passo à sua necessidade. Identifique onde está com mais dificuldades e onde conseguiu fixar mais sobre o tema em questão. Utilize essas métricas para planejar seus próximos estudos ou releituras de estudos já realizados, mas que não foram tão eficazes.

 

4º Técnica de Estudos: Gravações de aulas e sessões de áudios

Essa é uma técnica bem interessante e que vem ganhando força com a tecnologia.

Muitas pessoas conseguem fixar muito melhor o que ouvem, ao invés do que leem, por exemplo.

Não tem nada a ver com preguiça. Isso é uma questão de preferência, de facilidade e de praticidade – além de ser altamente recomendado.

Nessa técnica, como o próprio nome também já sugere, o indivíduo estuda um determinado assunto (ou apenas reproduz o que está sendo lido) e passa para um arquivo de áudio, podendo ouvir posteriormente no seu computador, celular, ou outro dispositivo digital qualquer.

Essa ação costuma trazer uma sinergia maior aos estudos, uma vez que, ao verbalizar, você se envolve com o tema. Além disso, podemos cansar da voz de todo mundo, menos da nossa própria, não é mesmo!?

Você pode colocar para tocar suas próprias aulas no caminho para o trabalho ou faculdade, na volta do trabalho ou faculdade, ou qualquer outro momento do seu dia, podendo usar esses áudios com a finalidade de aprendizagem, revisão ou até mesmo documentação de conteúdo.

Se você tiver uma prova oral, por exemplo, esse recurso te auxiliará na avaliação de sua comunicação, seu poder de síntese e habilidade de argumentação dos temas.

Ah! Um complemento dessa técnica é ouvir bastante podcasts e aulas online. Isso te dará mais ideias de como gravar seus áudios, dos trejeitos das falas, e etc.

 

5º Técnica de Estudos: Interrogação Elaborativa

A quinta técnica de estudos abordada aqui será a interrogação elaborativa.

Essa técnica consiste na descrição explicativa dos tópicos estudados com o intuito de compreender as causas de determinados fatos, e não somente saber quais são os fatos em si.

O segredo dessa técnica é focar mais no “Por quê”, ao invés do “O que”.

Esta técnica é bastante útil para o preparo do aluno e concurseiros para provas com questões discursivas, redações sobre temas da atualidade e também para disciplinas de humanas, como história e geografia, por exemplo.

Você irá buscar a origem daquele assunto, fazendo com que melhore seu entendimento e, respectivamente, seus argumentos sobre ele. Poderá (e deverá) ser usado quando cobrado isso de você. Essa técnica pode ser traduzida como uma iniciativa do conhecimento, ou seja, buscar entender e se aprofundar mais sobre algo ou alguém.

Nós sabemos, por exemplo, o quão importante é a água para nós seres humanos, mas você sabe o por quê disso exatamente? Bom, faça um teste rápido dessa técnica agora mesmo e descobrirá. Até em um assunto bobo como este, você se assustará com o tanto de informações que ainda desconhece.

 

6º Técnica de Estudos: Mapas Mentais

Desenvolvidos na década de 70, os mapas mentais têm como objetivo organizar as informações num diagrama simples, com um elemento central, ramos coloridos, desenhos e palavras-chave.

Essa técnica ajuda principalmente na memorização, inclusive ela é explicada pela neurociência, no qual esses elementos do diagrama estimulam os dois lados do nosso cérebro. O lado esquerdo processa as palavras-chave, os tópicos e hierarquia das informações; e o lado direito processa as conexões, junções dos ramos, as cores, desenhos e imagens do diagrama. Muito legal, né!?

Os alunos e concurseiros que utilizarem mapas mentais ainda podem contar com a redução do estresse provocado pelo excesso de informações. Além disso, os mapas mentais ainda estimulam a criatividade e garante uma maior habilidade de análise para seus usuários. Veja alguns mapas mentais criativos:

“Ah! Mas é muito trabalhoso criar um diagrama, colorir, desenhar e etc”. Não, não é! Não mais, pelo menos. Vamos contar com o uso da tecnologia mais uma vez. Existem diversos sites que te auxiliam na criação de mapas mentais online e, claro, vamos sugerir os gratuitos:

XMIND:  aplicativo gratuito e de fácil entendimento. Ele está disponível para Windows, MAC OS e Linux.

Free Mind: gratuito e disponível para Windows, MAC OS e Linux. Ideal para quem vai criar o mapa mental pela primeira vez.

Free Plane: ferramenta gratuita, mas a imagem final do mapa não será as das mais bonitas, embora o aplicativo forneça um conteúdo excelente.

Coggle: plataforma é ampla, gratuita, e permite a navegação de vários perfis.

Mind Manager: plataforma gratuita, mas que oferece uma opção mais completa paga.

Mind Node: é o mais popular das opções. O único ponto negativo é que ele não está disponível para o sistema Apple.

Mind Mapr: é uma espécie de complemento do Chrome, o que não exige conexão com a internet. Esse é um grande diferencial.

 

7º Técnica de Estudos: Grifar textos

Ah! Vai me dizer que você nunca fez isso?

Bom, não vou dizer que essa é a técnica preferida dos estudantes e concurseiros, mas arrisco dizer que é a mais conhecida dentre esse público, embora vem perdendo força com a tecnologia, afinal, muitos estudam somente pela tela do computador ou do celular agora – o que não é necessariamente ruim.

Como você já deve saber, essa técnica de estudo consiste em ler e grifar as partes mais importantes do texto: normalmente citações e palavras-chave.

Ao grifar o texto, você faz com que cérebro registre as informações e cores visualizadas.

É uma notícia triste, mas que devemos lhe dizer: o “canetão amarelo” está se aposentando aos poucos. Além de estarmos utilizando celulares e computadores, diversos estudam comprovam que grifar textos é uma técnica pouco efetiva, e que sozinha não traz muitos resultados.

Ela pode se tornar mais eficiente quando aliada a outra técnica, como a elaboração de mapas mentais que abordamos anteriormente, afinal, você estará gerenciando as ideias, correlacionando informações e tirando conclusões de forma organizada.

 

8º Técnica de Estudos: Mnemônica

É a técnica predileta dos concurseiros e estudantes de direito, que precisam registrar centenas de leis e artigos em seus cérebros, sem fazer com que ele frite de tanto forçá-lo a pensar e lembrar dos principais conceitos.

A mnemônica nada mais é do que um ou mais termos (ou códigos) que ajuda a memorizar um conceito amplo. Não entendeu? Calma, vamos explicar melhor nos exemplos a seguir.

Exemplo 1: MP3.COM

MP3.COM não é um site (até pode ser, mas não aqui nesse momento), mas sim uma mnemônica para os cargos privativos de brasileiro nato (artigo 12º da Constituição Federal). O “P3” na verdade são “3P’s”, mas, para facilitar a memorização, é utilizado a ideia do mp3 – aquele dispositivo mais antigo que tocava nossas músicas maneiras.

MP3.COM, certo? Acompanhe abaixo:

MMinistro do Supremo Tribunal Federal

PPresidente e Vice-Presidente da República

PPresidente da Câmara dos Deputados

P Presidente do Senado Federal

CCarreira diplomática

OOficial das Forças Armadas

MMinistro de Estado da Defesa

Há algumas mnemônicas podem ser bizarras no primeiro momento, mas, depois de algum tempo convivendo com elas, se tornam mais práticas, como é o caso desse exemplo abaixo.

Exemplo 2:

Os fundamentos da república (artigo 1º da Constituição Federal): “SOCIDIVAPLU”.

SoSoberania

CiCidadania

DiDignidade da pessoa humana

VaValores sociais do trabalho e da livre iniciativa

PluPluralismo político

Exemplo 3:

Quem não conhece o famoso “LIMPE”?

É a sigla com as iniciais dos princípios administrativos (os expressos), que são:

Legalidade

Impessoalidade

Moralidade

Publicidade

Eficiência.

As mnemônicas servem para qualquer outra área de estudo, inclusive na biologia, química, física, matemática e medicina. Confira mais alguns exemplos abaixo.

Exemplo 4:

Prometo a AnTelefonar: Para memorizar as fases da divisão celular: Prófase, Metáfase, Anáfase, Telófase.

Exemplo 5:

Todo Mundo Sofre Com Pequenas e Grandes Doenças: Para memorizar as principais doenças causadas por bactérias, que são Tétano, Meningite, Sífilis, Cólera, Pneumonia, Gonorreia e Difteria.

Há uma página bem interessante chamada Comentando Provas, que ensina bastante mnemônicas práticas para facilitar a memorização. Veja alguns exemplos:

Muito bacana, não é?! Há centenas de mnemônicas espalhadas por aí. Algumas são criativas, outras bizarras.

Nestes sites de questões de concursos que lhe passamos há pouco, você encontrará vários alunos comentando sobre elas.

Por falar nisso, você pode criar suas próprias mnemônicas. Basta deixar sua criatividade rolar.

 

10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência

Vamos sair um pouco das sugestões práticas (aquelas que são as mais utilizadas e indicadas pelo público) e indo para as científicas (aquelas avaliadas pela ciência em si), que analisaram as melhores técnicas e classificaram quais possuem a melhor utilidade, de fato.

Para organizar melhor essas classificações, vamos separar cada técnica de estudo em “baixa utilidade”, “utilidade moderada” ou “alta utilidade”.

Algumas dessas técnicas já foram inclusive faladas aqui neste artigo, entretanto, serão tratadas aqui com suas classificações dadas pela ciência, ok?

Acompanhe:

#1 Baixa utilidade: Grifar – Falamos dessa técnica há pouco, e também abordamos que ela poderia se tornar mais eficiente quando utilizada com outras técnicas, como a do mapa mental. A ciência, ou mais precisamente a Psychological Science in the Public Interest, sugere que você realmente dê um descanso para o seu canetão amarelo. A pesquisa apontou que essa técnica de apenas grifar partes importantes de um texto é pouco efetiva pelos mesmos motivos pelos quais é tão popular: não requer esforço. Isso quer dizer que, ao fazer um grifo, seu cérebro não está organizando, criando ou conectando conhecimentos, mas somente grifando, apenas. Parece bobo, mas se você parar pra pensar até que faz sentido, concorda?!

 #2 Baixa utilidade: Releitura – Reler um conteúdo, normalmente, é menos efetivo do que as demais técnicas apresentadas. O estudo, entretanto, mostra que determinados tipos de leitura (“massive rereading”, ou releituras massivas) podem ser melhores do que resumos ou grifos, por exemplo, se aplicados no mesmo período de tempo. A dica é reler imediatamente depois de ler por diversas vezes.

#3 Baixa utilidade: Mnemônicas – Sim, falamos há pouco tempo sobre elas, mas o estudo demonstrou que há “alguns problemas” a serem resolvidos aí. Bom, apenas para recapitular, as mnemônicas são muito pela galera de direito e concurseiros, lembra? Todas aquelas leis, artigos e terminologias, e, enfim, são muito difíceis de serem gravados sem nenhum tipo de macete. O estudo da Psychological Science in the Public Interest determinou que as mnemônicas são efetivas somente quando as palavras-chave são importantes, e quando o material estudado inclui palavras-chaves fáceis de memorizar. Esse estudo ainda identificou que os assuntos que possuem poucas palavras-chave acabam não se adaptando à essa técnica, e que ela deve ser usada em casos específicos – leis e artigos podem sim ser umas dessas exceções, afinal, pelo que tudo indica, dá muito certo.

#4 Baixa utilidade: Visualização – Os pesquisadores pediram que estudantes imaginassem figuras enquanto liam textos. O resultado? Bom, o resultado positivo foi apenas em relação à memorização de frases. Em relação aos textos mais longos, a técnica mostrou-se muito pouco efetiva. Dessa forma, o resultado do estudo indica que a técnica de visualização não é efetiva para provas que exijam conhecimentos com bastante textos (apenas com poucas frases).

#5 Baixa utilidade: Resumos – Resumir os pontos mais importantes de um texto com as principais ideias sempre foi uma técnica quase intuitiva de aprendizagem, não é!? Entretanto, o estudo mostrou que os resumos são úteis para provas escritas, mas não para provas objetivas. Embora tenha sido classificado como de utilidade baixa, a técnica de resumir ainda é mais útil do que grifar e reler textos. Segundo a pesquisa, a técnica pode ser uma estratégia efetiva para estudantes que já são hábeis em produzir resumos, mas que pouco agrega para aqueles outros que não estão habituados com isso.

#6 Utilidade moderada: Interrogação Elaborativa – Falamos sobre essa técnica também lá em cima neste artigo. Apenas recapitulando, a técnica de interrogação concentra-se em perguntas do tipo “Por quê?” ao invés de “O que?”. Lembra-se da mnemônica SOCIDIVAPLU? Bom, lidando com ela com a técnica da interrogação elaborativa, seria deixar de perguntar “O que” é isso, e questionar o por quê de o Brasil adotar a dignidade da pessoa humana como fundamento da República, buscando a resposta na origem do estado democrático de Direito e na adoção do princípio da dignidade da pessoa humana pelas principais democracias ocidentais após a Revolução Francesa. Você deve ter percebido que esse tipo de estudo requer um esforço maior do cérebro. Imagine sair pesquisando a fundo o por quê de tudo o que você já sabe (ou acha que sabe), e perceber que sabe pouco ou quase nada sobre aquele tema. Pois é! Essa técnica concentra-se em compreender as causas de determinado fato, investigando suas origens. É bem completa e importante. E falando especificamente de concursos públicos, a interrogação elaborativa é um grande diferencial na hora de fazer redações e responder questões discursivas.

#7 Utilidade moderada: Auto-Explicação – A auto-explicação é uma espécie da apresentação, que já falamos por aqui. A técnica de auto-explicação mostrou-se ser útil para aprendizagem de conteúdos mais abstratos. Na prática, é você ler o conteúdo e explicá-lo com suas próprias palavras para você mesmo, ou seja, nada de apresentar aos seus amigos, como foi falado naquele momento. O estudo mostrou que a técnica é mais efetiva se utilizada durante o aprendizado, e não após o estudo. Já pensou?! Ir lendo e apresentando para você mesmo quase que simultaneamente? Bom, se a ciência está dizendo (…)

#8 Utilidade moderada: Estudo Intercalado – A pesquisa procurou saber se era mais efetivo estudar tópicos de uma vez ou intercalar diferentes tipos de conteúdos de uma maneira mais aleatória. Os cientistas concluíram que a intercalação tem utilidade maior em aprendizados envolvendo movimentos físicos e tarefas cognitivas (como ciências exatas). O principal benefício da intercalação é fazer com que a pessoa consiga manter-se mais tempo estudando. Interessante, né?!

#9 Alta utilidade: Teste Prático – Realizar testes práticos sobre o que você está estudando é uma das duas melhores maneiras de aprendizagem. A pesquisa mostrou que realizar testes práticos é até duas vezes mais eficiente do que outras técnicas. No caso específico de concursos públicos, a recomendação é fazer toneladas de exercícios de provas anteriores. Não apenas do cargo para o qual você está estudando, mas qualquer tipo de questão que encontrar pela frente. Como já recomendamos anteriormente, a maneira mais fácil de realizar testes é acessando aqueles sites de questões que passamos para você, ok?

#10 Alta utilidade: Prática Distribuída – A prática distribuída consiste em distribuir o estudo ao longo do tempo, em vez de concentrar toda a aprendizagem em um bloco (um dia) só, por exemplo (como muitos costumam fazer no dia da prova, sabe?). As pesquisas mostraram que o tempo ótimo de distribuição das sessões de estudo é de 10% a 20% do período que o conteúdo precisa ser lembrado. Por essa conta, se você quer lembrar algo por cinco anos, você deve espaçar seu aprendizado a cada seis meses. Se quer lembrar por uma semana, deve estudar uma vez por dia. A prática distribuída também pode ser interpretada como a distribuição do estudo em pequenos períodos ao longo do dia, intervalando com períodos de descanso. Por exemplo, uma hora de manhã, uma hora à tarde e outra hora à noite.

 

7 Ferramentas e aplicativos que irão te ajudar (e muito) nos estudos

Por fim, vamos aos aplicativos e às ferramentas que irão agregar sua vida pessoal e profissional.

Desencana do Facebook, Instagram e WhatsApp! Se é para ser produtivos, vamos ser produtivos.

Separamos as principais (e melhores) ferramentas e aplicativos para você aprender, melhorar suas habilidades cognitivas, e/ou gerenciar melhor seus estudos.

Acompanhe (e, de preferência, baixe também):

 

#1 Lumosity

O Lumosity é um dos aplicativos mais famosos. Ele foi desenvolvido para melhorar seu raciocínio. Seu lema é: “transformamos ciência em jogos divertidos”.

Esse aplicativo foi criado por pesquisadores que, por vários anos, mediram as habilidades cognitivas de pessoas, a fim de adaptar as possíveis dificuldades encontradas para algo divertido, como os jogos. Até hoje os pesquisadores se aprofundam nos estudos e os designers de jogos fazem a criação.

Até o momento são mais de 25 jogos cognitivos oferecidos pelo aplicativo.

 

#2 Elevate

Mais um jogo criado por pesquisadores e que promete melhorar a sua memória, concentração, velocidade de processamento e até mesmo suas habilidades matemáticas (parece brincadeira, mas não é).

Além disso, há uma função (somente em inglês) que aumenta a capacidade de expressão dos usuários.

Há uma versão gratuita e uma versão paga, com mais funcionalidades. Vale muito a pena conferir!

 

#3 Brain Trainer (Treinador de Cérebro)

É provavelmente o aplicativo com a maior coleção de jogos para a memória que encontramos. Ele oferece uma grande variedade de atividades para aperfeiçoar o cérebro do jogador.

O aplicativo é muito interessante. Ele mantém a mente do usuário sempre em alerta por meio de games com diversos níveis de desafios.

Também possui versão gratuita e paga.

 

#4 NeuroNation

Mais um aplicativo que conta com jogos e exercícios, e que age em três áreas específicas do cérebro: o raciocínio lógico, a memória e a concentração.

Os criadores do aplicativo sugerem apenas 10 minutos diários de treinamento no aplicativo para que essas habilidades sejam desenvolvidas, ou seja, em poucos minutos do seu dia (todos os dias) você consegue ter melhores resultados nessas áreas do cérebro.

O aplicativo é gratuito e traduzido para o português.

 

#5 Peak

Um aplicativo que dispõe de jogos considerados simples, mas que fazem você trabalhar bem a memória, a agilidade mental, o foco, as capacidades de linguagem e, principalmente, a solução de problemas.

O jogo, claro, também é gratuito.

 

#6 Khan Academy

Esse aplicativo oferece vídeos multimídia de alta qualidade na maioria das disciplinas acadêmicas, com atenção especial em matemática e ciências.

Segundo a própria empresa, a missão é oferecer um conteúdo educacional 100% gratuito.

 

 

#7 Duolingo

É um dos aplicativos mais utilizados e queridos dos brasileiros que querem aprender idiomas por aplicativos.

O Duolingo permite que os participantes peguem aulas de língua estrangeira gratuitamente, em troca de ajudar os outros a traduzirem sites e documentos para sua língua nativa. Ah! E é tudo gratuito.

 

O que achou do artigo?

Você utiliza alguma destas técnicas de estudo? Tem alguma predileta? Recomenda alguma outra técnica de estudo para memorizar conteúdos com mais facilidade? Compartilhe conosco nos comentários!

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Comentários

  • Patricia Novaes
    21 de Março de 2018

    Muito completo o artigo, parabéns. Eu costumava grifar tudo, mas vou começar a usar mapas mentais.

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